15.6.04

Naquele dia, alguma coisa estranha agitou-se dentro de mim.
Era como se uma rosa não abrisse lentamente, expondo uma a uma,suas pétalas aveludadas. Ao contrário, era como se ela as introjetasse para dentro de si, e para dentro do meu corpo. Rubras, maravilhosamente rubras.
Eu ria, e meu riso transformava-se de imediato, nos acordes suaves de uma flauta doce.
A neve passeava pelo campo, como o mais alvo, puro e virginal algodão.
E o sol que surgiu naquele dia, não era simplesmente o sol. O astro rei a iluminar e aquecer a terra. Mas, a mando do Criador, ele era o calor do que me aquecia o avesso. A chama farta amor, que aquece o coração dentro do peito.
Agora, sempre que meu corpo repousa amoroso, sobre o teu corpo acalmado, eu lembro.
Lembro bem: foi num vinte e quatro de junho, no meu décimo quarto aniversário,que teus olhos encontraram os meus, pela primeira vez.

Texto de Jeanete Ruaro